Renda Necessária para Financiar um Imóvel
Descubra a renda mensal exigida para financiar o imóvel que você quer e, pela sua renda atual, quanto o banco financiaria e qual imóvel cabe no orçamento.
- Renda mínima se o banco usar SAC
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- Parcela do imóvel desejado (Price)
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- 1ª parcela no SAC (a maior)
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- Parcela máxima pela sua renda
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- Valor financiável
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- Imóvel que cabe no orçamento
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- Taxa mensal equivalente
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Os bancos brasileiros limitam a parcela do financiamento imobiliário a uma fração da renda mensal bruta — na prática cerca de 30%, que é convenção de mercado e não um percentual fixado em lei. Esta calculadora usa esse teto nas duas direções. Da renda para o imóvel: o percentual dá a parcela máxima, que o fator de valor presente da Tabela Price converte em principal, mais a entrada. Do imóvel para a renda: a entrada sai do preço, o que resta vira parcela, e a parcela vira renda mínima. Como o sistema de amortização muda a parcela, a renda mínima aparece nas duas versões — pela parcela do Price e pela primeira parcela do SAC, que é a maior e a que a Caixa testa contra o teto. A taxa informada é a efetiva ao ano, convertida para mensal por juros compostos.
Como calcular
Fórmula
- Informe sua renda mensal bruta (some as rendas se for composição de renda).
- Informe o valor do imóvel que você quer comprar e quanto tem de entrada.
- Ajuste a taxa de juros ao ano e o prazo em meses para os do seu banco.
- Ajuste o comprometimento máximo da renda se o seu banco usar algo diferente de 30%.
- Compare a renda mínima necessária com a sua renda, e o imóvel que cabe no orçamento com o imóvel desejado.
Exemplo
Renda de R$ 10.000, imóvel de R$ 600.000, entrada de R$ 100.000, 11,35% ao ano (o padrão do formulário), 360 meses e teto de 30% da renda.
- Taxa mensal equivalente: (1 + 0,1135)^(1/12) − 1 = 0,8999% ao mês.
- Fator de valor presente: (1 − 1,0089999^−360) / 0,0089999 = 106,70355 — cada R$ 1,00 de parcela sustenta R$ 106,70 de principal.
- Parcela máxima: 10.000 × 30% = R$ 3.000,00.
- Valor financiável: 3.000 × 106,70355 = R$ 320.110,65; com a entrada, imóvel de R$ 420.110,65.
- Do outro lado: 600.000 − 100.000 = R$ 500.000 a financiar → 500.000 / 106,70355 = R$ 4.685,88 de parcela no Price.
- Renda mínima pelo Price: 4.685,88 / 30% = R$ 15.619,60.
- No SAC a 1ª parcela é a maior: 500.000 / 360 + 500.000 × 0,0089999 = 1.388,89 + 4.499,63 = R$ 5.888,52.
- Renda mínima pelo SAC: 5.888,52 / 30% = R$ 19.628,41.
O imóvel de R$ 600.000 exige renda de cerca de R$ 15.619,60 no Price e de R$ 19.628,41 no SAC, enquanto a renda de R$ 10.000 alcança um imóvel de R$ 420.110,65 pelo Price. Para cobrir a diferença: mais entrada, prazo maior, taxa menor ou composição de renda.
Erros comuns
- Planejar-se pela renda do Price quando o contrato é SAC: a primeira parcela do SAC é bem maior, e é ela que o banco compara com o teto. O 'imóvel que cabe no orçamento' desta calculadora também é o do Price, então no SAC ele sai menor.
- Digitar a taxa nominal onde se pede a efetiva: a nominal é a que o banco divide por 12 para achar a taxa mensal, e usá-la aqui como se fosse efetiva superestima quanto você consegue financiar.
- Esquecer que os seguros obrigatórios (MIP e DFI) e a taxa de administração entram na parcela e consomem o mesmo teto — a capacidade real fica abaixo desta estimativa.
- Dividir por 12 uma taxa que já é efetiva: os 12 avos valem para a taxa nominal do contrato, não para a efetiva. A partir da efetiva, a mensal é (1 + i_a)^(1/12) − 1.
- Usar a renda líquida no lugar da bruta: os bancos analisam a renda bruta comprovada, mas quem paga a parcela é o líquido.
- Esquecer os custos de aquisição — ITBI, registro e escritura somam algo em torno de 4% a 5% do valor do imóvel, não são financiáveis na maioria dos contratos e saem do bolso junto com a entrada.
Glossário
- Comprometimento de renda
- Fração da renda mensal bruta que a parcela do financiamento pode consumir, definida na política de crédito de cada banco.
- Fator de valor presente
- Quanto de dívida cada R$ 1,00 de parcela sustenta em n meses à taxa i: (1 − (1+i)^−n)/i. É o inverso do fator da parcela da Tabela Price.
- Taxa equivalente
- Taxa mensal que, capitalizada 12 vezes, reproduz exatamente a taxa efetiva anual: (1 + i_a)^(1/12) − 1.
- Taxa nominal e taxa efetiva
- A nominal é a taxa anual que o banco divide por 12 para achar a taxa mensal do contrato (10,80% a.a. → 0,90% ao mês). A efetiva é essa mesma taxa mensal capitalizada 12 vezes (0,90% ao mês → 11,35% a.a.) e representa o custo anual real. É a efetiva que este campo espera.
- Price e SAC
- Os dois sistemas de amortização do crédito imobiliário. No Price a parcela é fixa. No SAC a amortização é constante e a parcela decresce, então a primeira é a maior — e é essa que o banco compara com o teto de comprometimento.
- Composição de renda
- Soma das rendas de duas ou mais pessoas que entram juntas no financiamento e respondem pela dívida.
- SFH
- Sistema Financeiro da Habitação, criado pela Lei 4.380/1964: o arcabouço legal do crédito imobiliário, com teto de valor do imóvel e possibilidade de uso do FGTS.
Fontes e revisão
Revisado por Equipe Calculadora do Mundo.
Fontes
Estimativa para fins informativos; não substitui orientação contábil ou jurídica.
Perguntas frequentes
A regra dos 30% da renda está na lei?
Não. O limite de comprometimento de renda é convenção de mercado dos bancos, não um percentual fixado em lei. A Lei 4.380/1964 instituiu o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e é o arcabouço legal do financiamento imobiliário, mas não fixa esse teto. Cada instituição define a própria política de crédito — na prática algo entre 25% e 35% da renda bruta — e pode aplicar percentuais diferentes conforme o produto, o prazo e o perfil do cliente. Por isso o campo é editável aqui.
Price ou SAC: qual renda mínima o banco vai olhar?
Depende do sistema de amortização do contrato, e a diferença é grande. No Price a parcela é fixa do começo ao fim. No SAC a amortização é constante e os juros caem junto com o saldo devedor, então a PRIMEIRA parcela é a mais alta de todas e é ela que o banco compara com o teto de comprometimento. A Caixa, que é a maior financiadora do SFH, trabalha com o SAC como padrão. Para R$ 500.000 em 360 meses a 0,90% ao mês, a parcela do Price é R$ 4.685,88 e a primeira do SAC é R$ 5.888,52 — a renda exigida sobe de R$ 15.619,60 para R$ 19.628,41, cerca de 25% a mais. Por isso os dois números aparecem no resultado: planeje-se pelo do seu contrato, e na dúvida pelo do SAC. Para ver a evolução parcela a parcela nos dois sistemas, use o simulador de financiamento (Price, SAC, SAM e SAA).
Bater a renda mínima garante que o banco aprova?
Não. O comprometimento de renda é apenas um dos filtros. A aprovação também depende de score de crédito, dívidas e financiamentos já existentes, estabilidade e comprovação da renda, restrições no CPF, idade (a soma da idade com o prazo tem limite) e da avaliação do próprio imóvel pelo banco, que pode sair abaixo do preço de venda. Este resultado é uma estimativa de referência para você se planejar, não uma simulação oficial nem uma promessa de crédito.
O que mais entra na parcela além de juros e amortização?
A parcela de um financiamento imobiliário inclui os seguros obrigatórios (MIP sobre o saldo devedor e DFI sobre o valor financiado) e a taxa de administração, que a maioria dos bancos conta DENTRO do teto de comprometimento. Como esta calculadora trabalha só com juros e amortização, a capacidade real fica um pouco abaixo do resultado. Para ver a parcela cheia com seguros, taxas e o CET, use o simulador de financiamento (Price, SAC, SAM e SAA).
Taxa nominal ou taxa efetiva: qual eu informo aqui?
A efetiva. Não são taxas concorrentes, são o mesmo contrato visto de duas pontas. O banco parte da NOMINAL ao ano e divide por 12 para achar a taxa que atualiza os juros da prestação todo mês: 10,80% nominais ÷ 12 = 0,90% ao mês. Essa mesma 0,90% ao mês, capitalizada 12 vezes, dá 11,35% ao ano — a taxa EFETIVA, que é o custo anual de verdade e a que esta calculadora espera, porque converte por (1 + taxa)^(1/12) − 1. As duas aparecem lado a lado numa simulação da Caixa. Se você digitar aqui a nominal de 10,80% achando que é a efetiva, a conta usa 0,8583% ao mês em vez de 0,90% e superestima em cerca de 4% o quanto você consegue financiar. O resultado mostra a taxa mensal equivalente usada, para você conferir contra a do seu contrato.
Posso somar minha renda com a de outra pessoa?
Sim. Os bancos aceitam composição de renda com cônjuge, companheiro, parentes e, em vários casos, terceiros — todos entram no contrato como compradores e respondem pela dívida. Some as rendas brutas dos participantes no campo de renda. A soma das rendas aumenta a parcela permitida, mas cada participante também passa pela própria análise de crédito.
Aumentar a entrada aumenta o imóvel que consigo comprar?
Sim, e na proporção de um para um. A entrada não muda a parcela máxima nem o valor financiável, que dependem só da renda, do prazo e da taxa — ela se soma por cima. Cada R$ 10.000 a mais de entrada elevam em R$ 10.000 o imóvel alcançável e reduzem no mesmo valor o que você precisa financiar. É por isso que usar o FGTS na entrada, quando o imóvel se enquadra no SFH, muda tanto o resultado.