Financeiro

Renda Necessária para Financiar um Imóvel

Descubra a renda mensal exigida para financiar o imóvel que você quer e, pela sua renda atual, quanto o banco financiaria e qual imóvel cabe no orçamento.

Renda mensal bruta comprovável, antes dos descontos. Em composição de renda, some a renda de todos os participantes.

R$

Preço do imóvel que você quer comprar — é a base da renda mínima necessária.

R$

Bancos costumam exigir 20% a 30% do valor do imóvel

Recursos próprios (incluindo FGTS, quando o imóvel se enquadra no SFH) que você paga à vista e não financia.

R$

Efetiva de imóvel ~10% a 15% ao ano (equivale a ~0,8% a 1,2% ao mês)

A taxa EFETIVA ao ano, não a nominal. Os bancos informam as duas: a Caixa, por exemplo, chama de nominal a taxa que atualiza os juros da prestação mês a mês, e de efetiva a taxa anual equivalente a ela. Uma taxa nominal de 10,80% a.a. é 0,90% ao mês, o que dá 11,35% a.a. de taxa efetiva — o padrão deste campo. Se o seu contrato ou simulação mostra só a nominal, divida por 12 para achar a mensal e informe aqui a efetiva correspondente.

%

Número de parcelas mensais. O teto usual do crédito imobiliário é 420 meses (35 anos); 360 meses (30 anos) é o prazo mais comum.

meses

Bancos trabalham entre 25% e 35% da renda bruta

Fração da renda bruta que a parcela pode consumir. Ajuste para a política do seu banco.

%
Renda mínima necessária
Renda mínima se o banco usar SAC
Parcela do imóvel desejado (Price)
1ª parcela no SAC (a maior)
Parcela máxima pela sua renda
Valor financiável
Imóvel que cabe no orçamento
Taxa mensal equivalente

Os bancos brasileiros limitam a parcela do financiamento imobiliário a uma fração da renda mensal bruta — na prática cerca de 30%, que é convenção de mercado e não um percentual fixado em lei. Esta calculadora usa esse teto nas duas direções. Da renda para o imóvel: o percentual dá a parcela máxima, que o fator de valor presente da Tabela Price converte em principal, mais a entrada. Do imóvel para a renda: a entrada sai do preço, o que resta vira parcela, e a parcela vira renda mínima. Como o sistema de amortização muda a parcela, a renda mínima aparece nas duas versões — pela parcela do Price e pela primeira parcela do SAC, que é a maior e a que a Caixa testa contra o teto. A taxa informada é a efetiva ao ano, convertida para mensal por juros compostos.

Como calcular

Fórmula im=(1+ia)1/121a(n,im)=1(1+im)nim,a(n,0)=nparcelamax=renda×cfinanciável=parcelamax×a(n,im)imóvel=financiável+entradaparcelanec=imóveldesejadoentradaa(n,im)rendamin=parcelaneccparcela1SAC=imóveldesejadoentradan+(imóveldesejadoentrada)×imrendaminSAC=parcela1SACc

  1. Informe sua renda mensal bruta (some as rendas se for composição de renda).
  2. Informe o valor do imóvel que você quer comprar e quanto tem de entrada.
  3. Ajuste a taxa de juros ao ano e o prazo em meses para os do seu banco.
  4. Ajuste o comprometimento máximo da renda se o seu banco usar algo diferente de 30%.
  5. Compare a renda mínima necessária com a sua renda, e o imóvel que cabe no orçamento com o imóvel desejado.

Exemplo

Renda de R$ 10.000, imóvel de R$ 600.000, entrada de R$ 100.000, 11,35% ao ano (o padrão do formulário), 360 meses e teto de 30% da renda.

  1. Taxa mensal equivalente: (1 + 0,1135)^(1/12) − 1 = 0,8999% ao mês.
  2. Fator de valor presente: (1 − 1,0089999^−360) / 0,0089999 = 106,70355 — cada R$ 1,00 de parcela sustenta R$ 106,70 de principal.
  3. Parcela máxima: 10.000 × 30% = R$ 3.000,00.
  4. Valor financiável: 3.000 × 106,70355 = R$ 320.110,65; com a entrada, imóvel de R$ 420.110,65.
  5. Do outro lado: 600.000 − 100.000 = R$ 500.000 a financiar → 500.000 / 106,70355 = R$ 4.685,88 de parcela no Price.
  6. Renda mínima pelo Price: 4.685,88 / 30% = R$ 15.619,60.
  7. No SAC a 1ª parcela é a maior: 500.000 / 360 + 500.000 × 0,0089999 = 1.388,89 + 4.499,63 = R$ 5.888,52.
  8. Renda mínima pelo SAC: 5.888,52 / 30% = R$ 19.628,41.

O imóvel de R$ 600.000 exige renda de cerca de R$ 15.619,60 no Price e de R$ 19.628,41 no SAC, enquanto a renda de R$ 10.000 alcança um imóvel de R$ 420.110,65 pelo Price. Para cobrir a diferença: mais entrada, prazo maior, taxa menor ou composição de renda.

Erros comuns

  • Planejar-se pela renda do Price quando o contrato é SAC: a primeira parcela do SAC é bem maior, e é ela que o banco compara com o teto. O 'imóvel que cabe no orçamento' desta calculadora também é o do Price, então no SAC ele sai menor.
  • Digitar a taxa nominal onde se pede a efetiva: a nominal é a que o banco divide por 12 para achar a taxa mensal, e usá-la aqui como se fosse efetiva superestima quanto você consegue financiar.
  • Esquecer que os seguros obrigatórios (MIP e DFI) e a taxa de administração entram na parcela e consomem o mesmo teto — a capacidade real fica abaixo desta estimativa.
  • Dividir por 12 uma taxa que já é efetiva: os 12 avos valem para a taxa nominal do contrato, não para a efetiva. A partir da efetiva, a mensal é (1 + i_a)^(1/12) − 1.
  • Usar a renda líquida no lugar da bruta: os bancos analisam a renda bruta comprovada, mas quem paga a parcela é o líquido.
  • Esquecer os custos de aquisição — ITBI, registro e escritura somam algo em torno de 4% a 5% do valor do imóvel, não são financiáveis na maioria dos contratos e saem do bolso junto com a entrada.

Glossário

Comprometimento de renda
Fração da renda mensal bruta que a parcela do financiamento pode consumir, definida na política de crédito de cada banco.
Fator de valor presente
Quanto de dívida cada R$ 1,00 de parcela sustenta em n meses à taxa i: (1 − (1+i)^−n)/i. É o inverso do fator da parcela da Tabela Price.
Taxa equivalente
Taxa mensal que, capitalizada 12 vezes, reproduz exatamente a taxa efetiva anual: (1 + i_a)^(1/12) − 1.
Taxa nominal e taxa efetiva
A nominal é a taxa anual que o banco divide por 12 para achar a taxa mensal do contrato (10,80% a.a. → 0,90% ao mês). A efetiva é essa mesma taxa mensal capitalizada 12 vezes (0,90% ao mês → 11,35% a.a.) e representa o custo anual real. É a efetiva que este campo espera.
Price e SAC
Os dois sistemas de amortização do crédito imobiliário. No Price a parcela é fixa. No SAC a amortização é constante e a parcela decresce, então a primeira é a maior — e é essa que o banco compara com o teto de comprometimento.
Composição de renda
Soma das rendas de duas ou mais pessoas que entram juntas no financiamento e respondem pela dívida.
SFH
Sistema Financeiro da Habitação, criado pela Lei 4.380/1964: o arcabouço legal do crédito imobiliário, com teto de valor do imóvel e possibilidade de uso do FGTS.

Fontes e revisão

Revisado por Equipe Calculadora do Mundo.

Estimativa para fins informativos; não substitui orientação contábil ou jurídica.

Perguntas frequentes

A regra dos 30% da renda está na lei?

Não. O limite de comprometimento de renda é convenção de mercado dos bancos, não um percentual fixado em lei. A Lei 4.380/1964 instituiu o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e é o arcabouço legal do financiamento imobiliário, mas não fixa esse teto. Cada instituição define a própria política de crédito — na prática algo entre 25% e 35% da renda bruta — e pode aplicar percentuais diferentes conforme o produto, o prazo e o perfil do cliente. Por isso o campo é editável aqui.

Price ou SAC: qual renda mínima o banco vai olhar?

Depende do sistema de amortização do contrato, e a diferença é grande. No Price a parcela é fixa do começo ao fim. No SAC a amortização é constante e os juros caem junto com o saldo devedor, então a PRIMEIRA parcela é a mais alta de todas e é ela que o banco compara com o teto de comprometimento. A Caixa, que é a maior financiadora do SFH, trabalha com o SAC como padrão. Para R$ 500.000 em 360 meses a 0,90% ao mês, a parcela do Price é R$ 4.685,88 e a primeira do SAC é R$ 5.888,52 — a renda exigida sobe de R$ 15.619,60 para R$ 19.628,41, cerca de 25% a mais. Por isso os dois números aparecem no resultado: planeje-se pelo do seu contrato, e na dúvida pelo do SAC. Para ver a evolução parcela a parcela nos dois sistemas, use o simulador de financiamento (Price, SAC, SAM e SAA).

Bater a renda mínima garante que o banco aprova?

Não. O comprometimento de renda é apenas um dos filtros. A aprovação também depende de score de crédito, dívidas e financiamentos já existentes, estabilidade e comprovação da renda, restrições no CPF, idade (a soma da idade com o prazo tem limite) e da avaliação do próprio imóvel pelo banco, que pode sair abaixo do preço de venda. Este resultado é uma estimativa de referência para você se planejar, não uma simulação oficial nem uma promessa de crédito.

O que mais entra na parcela além de juros e amortização?

A parcela de um financiamento imobiliário inclui os seguros obrigatórios (MIP sobre o saldo devedor e DFI sobre o valor financiado) e a taxa de administração, que a maioria dos bancos conta DENTRO do teto de comprometimento. Como esta calculadora trabalha só com juros e amortização, a capacidade real fica um pouco abaixo do resultado. Para ver a parcela cheia com seguros, taxas e o CET, use o simulador de financiamento (Price, SAC, SAM e SAA).

Taxa nominal ou taxa efetiva: qual eu informo aqui?

A efetiva. Não são taxas concorrentes, são o mesmo contrato visto de duas pontas. O banco parte da NOMINAL ao ano e divide por 12 para achar a taxa que atualiza os juros da prestação todo mês: 10,80% nominais ÷ 12 = 0,90% ao mês. Essa mesma 0,90% ao mês, capitalizada 12 vezes, dá 11,35% ao ano — a taxa EFETIVA, que é o custo anual de verdade e a que esta calculadora espera, porque converte por (1 + taxa)^(1/12) − 1. As duas aparecem lado a lado numa simulação da Caixa. Se você digitar aqui a nominal de 10,80% achando que é a efetiva, a conta usa 0,8583% ao mês em vez de 0,90% e superestima em cerca de 4% o quanto você consegue financiar. O resultado mostra a taxa mensal equivalente usada, para você conferir contra a do seu contrato.

Posso somar minha renda com a de outra pessoa?

Sim. Os bancos aceitam composição de renda com cônjuge, companheiro, parentes e, em vários casos, terceiros — todos entram no contrato como compradores e respondem pela dívida. Some as rendas brutas dos participantes no campo de renda. A soma das rendas aumenta a parcela permitida, mas cada participante também passa pela própria análise de crédito.

Aumentar a entrada aumenta o imóvel que consigo comprar?

Sim, e na proporção de um para um. A entrada não muda a parcela máxima nem o valor financiável, que dependem só da renda, do prazo e da taxa — ela se soma por cima. Cada R$ 10.000 a mais de entrada elevam em R$ 10.000 o imóvel alcançável e reduzem no mesmo valor o que você precisa financiar. É por isso que usar o FGTS na entrada, quando o imóvel se enquadra no SFH, muda tanto o resultado.