Calculadora de LDL
Quase ótimo (100–129)
- LDL-c em mmol/L
- 3,20 mmol/L
- Colesterol não HDL
- 150 mg/dL
- VLDL-c estimado
- 26 mg/dL
- Divisor dos triglicérides (x)
- 5,7
Calcule o LDL pelo colesterol total, HDL e triglicérides. A faixa é referência populacional: a sua meta depende do risco cardiovascular.
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Tabela rápida
LDL-c (em mg/dL) por colesterol total e triglicérides. Os demais valores seguem os campos preenchidos acima.
| Colesterol total | 100 mg/dL | 150 mg/dL | 200 mg/dL | 300 mg/dL |
|---|---|---|---|---|
| 160 mg/dL | 90 | 85 | 80 | 74 |
| 180 mg/dL | 109 | 104 | 98 | 90 |
| 200 mg/dL | 129 | 124 | 118 | 110 |
| 220 mg/dL | 149 | 142 | 136 | 127 |
| 240 mg/dL | 168 | 161 | 154 | 144 |
| 280 mg/dL | 207 | 199 | 192 | 179 |
Como calcular
Com colesterol total 200, HDL 50 e triglicérides 150 mg/dL, o LDL-c pela equação de Martin-Hopkins é 124 mg/dL (divisor 5,7); pela fórmula de Friedewald, 120 mg/dL. A faixa que acompanha esse número — Ótimo, Quase ótimo, Limítrofe, Alto ou Muito alto — é uma REFERÊNCIA POPULACIONAL do NCEP ATP III, não um veredito sobre você: a sua meta pessoal de LDL-c é definida pelo risco cardiovascular, e a Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 fixa metas de menos de 115 mg/dL no risco baixo, 100 no intermediário, 70 no alto, 50 no muito alto e 40 no risco extremo — ou seja, um LDL de 95 mg/dL é 'Ótimo' na tabela e ainda assim longe da meta de quem já infartou. As duas equações têm a mesma forma, LDL = colesterol total − HDL − triglicérides ÷ x, e diferem só no divisor x: Friedewald usa 5 para todo mundo, enquanto Martin-Hopkins escolhe x numa tabela de 180 células indexada pelos seus próprios triglicérides e não-HDL (de 3,1 a 11,9). A diretriz de 2025 da SBC recomenda Martin-Hopkins para todos os indivíduos, e é nela que a calculadora abre.
Fórmula
- Copie do seu exame o colesterol total, o HDL e os triglicérides, todos em mg/dL.
- Subtraia o HDL do colesterol total: esse é o colesterol não HDL.
- Escolha o divisor x: 5 em Friedewald, ou a célula da tabela de 180 posições que cruza os seus triglicérides com o seu não-HDL, em Martin-Hopkins.
- Divida os triglicérides por x para estimar o VLDL-c.
- Subtraia o VLDL-c do não-HDL: o que sobra é o LDL-c.
- Confira o teto da fórmula que você escolheu: Friedewald só vale abaixo de 400 mg/dL de triglicérides e Martin-Hopkins vai até 800; acima disso, dosagem direta do LDL.
- Compare com a tabela do NCEP ATP III para ver a faixa — e com a sua meta por risco cardiovascular, que quem define é o médico.
Exemplo
Um lipidograma com colesterol total 200 mg/dL, HDL 50 mg/dL e triglicérides 150 mg/dL, calculado por Martin-Hopkins.
- Colesterol não HDL: 200 − 50 = 150 mg/dL.
- Triglicérides de 150 caem no estrato 147–154; não-HDL de 150 cai na coluna 130–159.
- A célula que cruza os dois na tabela de Martin-Hopkins vale 5,7 — e não 5.
- VLDL-c estimado: 150 ÷ 5,7 = 26 mg/dL.
- LDL-c: 150 − 26 = 124 mg/dL (3,20 mmol/L), faixa Quase ótimo (100–129) do ATP III.
- Pela fórmula de Friedewald o divisor seria 5: 150 ÷ 5 = 30, e o LDL-c sairia 120 mg/dL.
LDL-c de 124 mg/dL por Martin-Hopkins, contra 120 mg/dL por Friedewald — 4 mg/dL de diferença só por causa do divisor.
Erros comuns
- Ler a faixa como veredito: Ótimo (< 100) / Quase ótimo (100–129) / Limítrofe (130–159) / Alto (160–189) / Muito alto (≥ 190) é a referência POPULACIONAL do NCEP ATP III. A sua meta é a do seu risco cardiovascular (SBC 2025: < 115, < 100, < 70, < 50 ou < 40 mg/dL), e ela pode ser bem mais baixa que a faixa sugere.
- Comparar o LDL de dois exames calculados por fórmulas diferentes: parte da variação pode ser só a troca do divisor, não uma mudança no seu colesterol. Confira no laudo qual fórmula o laboratório usou.
- Usar Friedewald com triglicérides altos: é exatamente aí que o divisor fixo 5 mais erra, subestimando o LDL de quem tem triglicérides elevados e LDL baixo — o grupo em que acertar mais importa. A partir de 400 mg/dL ela não vale mais, e a calculadora pede que você troque para Martin-Hopkins.
- Digitar valores em mmol/L: esta calculadora trabalha em mg/dL, o padrão dos laudos brasileiros. Para converter, multiplique o valor em mmol/L por 38,67.
- Trocar o HDL pelo LDL na hora de digitar o colesterol total: o HDL é uma parte do total, sempre o menor dos dois.
Glossário
- LDL-c
- Colesterol carregado pelas lipoproteínas de baixa densidade, o chamado "colesterol ruim". Na quase totalidade dos laudos ele é calculado a partir dos outros três valores, não dosado.
- Colesterol não HDL
- Colesterol total menos HDL-c. Reúne todo o colesterol das partículas aterogênicas e não depende de fórmula nem de jejum.
- VLDL-c
- Colesterol das lipoproteínas de densidade muito baixa. É a parcela estimada dividindo os triglicérides pelo divisor x — a única parte "chutada" do cálculo.
- Equação de Martin-Hopkins
- Método de 2013 que troca o divisor fixo 5 de Friedewald por um divisor tirado de uma tabela de 180 células, indexada pelos triglicérides e pelo não-HDL do paciente.
Fontes e revisão
Revisado por Equipe Calculadora do Mundo.
Fontes
- Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2025 (SBC), Arq Bras Cardiol 122(9):e20250640
- Martin SS et al. (2013) — método Martin/Hopkins e a tabela de 180 células, JAMA 310(19):2061-2068
- Friedewald, Levy e Fredrickson (1972) — equação original do LDL-c, Clin Chem 18(6):499-502
- NCEP ATP III — Executive Summary (NHLBI/NIH, 2001), Tabela 2: classificação do LDL-c em mg/dL
Estimativa educativa; não substitui avaliação médica.
Perguntas frequentes
Qual é a fórmula do LDL?
As duas usadas na prática têm a mesma forma: LDL-c = colesterol total − HDL-c − (triglicérides ÷ x), tudo em mg/dL. Em Friedewald (1972) o divisor x é sempre 5, o que equivale a supor que o VLDL-c é um quinto dos triglicérides em qualquer pessoa. Em Martin-Hopkins (2013) o x é buscado numa tabela de 180 células, cruzando os seus triglicérides com o seu colesterol não HDL, e vale de 3,1 a 11,9. Para colesterol total 200, HDL 50 e triglicérides 150, Friedewald dá 120 mg/dL e Martin-Hopkins dá 124 mg/dL, com divisor 5,7.
Qual fórmula eu devo usar?
A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose de 2025, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, traz recomendação FORTE a favor da equação de Martin-Hopkins (que ela grafa Martin/Hopkins) para todos os indivíduos, e é por isso que a calculadora abre nela. Friedewald continua aqui por um motivo prático: a maior parte dos laudos brasileiros ainda imprime o LDL calculado por ela, e você provavelmente quer reproduzir o número que está no seu papel. Quando as duas discordam, a diferença aparece justamente onde ela importa: com triglicérides altos e LDL baixo, Friedewald tende a subestimar o LDL.
E se os meus triglicérides forem 400 mg/dL ou mais?
De 400 a 800 mg/dL a fórmula de Friedewald sai de cena e a calculadora a recusa: nesse patamar a parcela dos triglicérides domina o cálculo, e o divisor fixo 5 erra demais para servir a uma decisão clínica. Mas isso NÃO significa desistir do número — troque para Martin-Hopkins, que a diretriz da SBC de 2025 recomenda para todos os indivíduos e que tem uma célula própria da tabela para essa faixa. Um exame com colesterol total 200, HDL 50 e triglicérides 500, por exemplo, dá LDL 93 mg/dL por Martin-Hopkins, com divisor 8,8. Já acima de 800 mg/dL trocar de fórmula não adianta: as duas param ali.
E acima de 800 mg/dL de triglicérides?
Aí nenhuma das duas estimativas serve, e a calculadora para nas DUAS — trocar de fórmula não é saída. A diretriz da SBC de 2025 avisa que, com triglicérides acima de 800 mg/dL, os resultados de LDL-c pela fórmula de Martin podem estar subestimados, e recomenda avaliar o colesterol não HDL. O caminho nesse caso é pedir a dosagem DIRETA do LDL-c ao laboratório e acompanhar o não-HDL, que esta calculadora também mostra e que não depende de fórmula nenhuma.
Meu LDL deu 'Ótimo'. Está tudo certo?
Não necessariamente. A classificação Ótimo (< 100) / Quase ótimo (100–129) / Limítrofe (130–159) / Alto (160–189) / Muito alto (≥ 190) é a tabela populacional do NCEP ATP III, útil como referência geral e nada mais. A sua META depende do seu risco cardiovascular: pela Tabela 5.1 da diretriz da SBC de 2025, ela é abaixo de 115 mg/dL no risco baixo, 100 no intermediário, 70 no alto, 50 no muito alto e 40 no risco extremo. Quem já teve infarto ou AVC pode estar com um LDL de 95 mg/dL — 'Ótimo' na tabela — e ainda assim bem acima da meta. Quem define a sua categoria de risco é o médico.
O que é o colesterol não HDL, que aparece no resultado?
É simplesmente colesterol total menos HDL: tudo o que sobra é colesterol carregado por partículas aterogênicas (LDL, VLDL e remanescentes). Ele não depende de fórmula nenhuma nem de jejum, e é a co-meta da diretriz de 2025: abaixo de 145 mg/dL no risco baixo, 130 no intermediário, 100 no alto, 80 no muito alto e 70 no risco extremo. Quando os triglicérides estão muito altos e a estimativa do LDL fica pouco confiável, é ele que a diretriz manda usar.
Preciso estar em jejum para o exame?
Não obrigatoriamente. A diretriz de 2025 aceita o perfil lipídico sem jejum e pede que o laudo informe qual foi o caso. O que muda é a referência dos triglicérides: abaixo de 150 mg/dL com 12 horas de jejum e abaixo de 175 mg/dL sem jejum. Colesterol total, HDL-c e as metas de LDL-c são os mesmos nas duas situações.