Financeiro

Regra dos 4%

Quanto você quer receber por mês na aposentadoria, em reais de HOJE: a conta já corrige pela inflação até lá.

O que você já tem aplicado para a aposentadoria. Informe 0 se está começando agora.

O rendimento anual depois de imposto de renda e taxas, antes de descontar a inflação.

A inflação que você espera até lá e durante a aposentadoria. O IPCA é a referência oficial.

Viver dos juros preserva o patrimônio para sempre; a regra dos 4% é uma heurística de saque; consumir gasta tudo até a idade final.

Usada apenas quando a estratégia é consumir o patrimônio.

Aporte por mês, em valores de hoje (corrigido pela inflação)
Ou, de uma vez, hoje
R$ 201.441,42
Patrimônio necessário (em valores de hoje)
R$ 900.000,00
Total aportado (em valores de hoje)
R$ 395.526,54
Total de juros reais (em valores de hoje)
R$ 504.473,46
Juro real (% ao ano)
5,77 %
O patrimônio atual já basta?
Não
Sobra além do necessário (em valores de hoje)
R$ 0,00

Pela regra dos 4%, junte 25 vezes o gasto anual (300 vezes o mensal): R$ 3 mil por mês pedem R$ 900.000,00, ou R$ 1.251,76 por mês a 10% ao ano.

  • Os valores estão em reais de hoje: o aporte sobe com a inflação a cada mês.
  • A rentabilidade é a líquida de imposto e taxas, ao ano.
  • Com juro real negativo, o total de juros reais sai negativo: a inflação consome parte dos aportes.

Passo a passo

  1. Juro real: (1 + 10,00%) ÷ (1 + 4,00%) − 1 = 5,77% ao ano.
  2. Pela regra dos 4%: renda × 12 × 25 = R$ 900.000,00 em valores de hoje.
  3. Em valores nominais, daqui a 25 anos, isso equivale a R$ 2.399.252,70 (inflação de 4,00% ao ano).
  4. Seus R$ 20.000,00 de hoje chegam lá valendo R$ 81.285,60 em valores de hoje.
  5. Faltam aportes de R$ 1.251,76 por mês, corrigidos pela inflação, durante 25 anos — ou R$ 201.441,42 de uma vez, hoje.
  6. No total você aporta R$ 395.526,54 e os juros reais completam R$ 504.473,46.

Próximo passo

Tabela rápida

Aporte por mês, em valores de hoje (corrigido pela inflação; R$) por renda mensal desejada (em valores de hoje) e idade em que quer se aposentar. Os demais valores seguem os campos preenchidos acima.

Renda mensal desejada (em valores de hoje) 45 anos50 anos55 anos60 anos65 anos
R$ 2.000 1.965,70 1.218,80 793,08 526,70 350,19
R$ 3.000 3.030,91 1.897,69 1.251,76 847,59 579,79
R$ 5.000 5.161,33 3.255,45 2.169,11 1.489,39 1.038,99
R$ 10.000 10.487,37 6.649,86 4.462,50 3.093,87 2.186,99

Parcelas

AnoIdadeAportado no ano (valores de hoje)Saldo no fim do ano (valores de hoje)

Como calcular

A regra dos 4% diz que dá para sacar 4% do patrimônio no primeiro ano da aposentadoria e corrigir esse saque pela inflação nos anos seguintes. Invertida, ela vira a meta: junte 25 vezes o gasto anual, ou 300 vezes o mensal. Para R$ 3.000,00 por mês são R$ 900.000,00 em valores de hoje; começando aos 30 com R$ 20.000,00 e parando aos 55, isso pede R$ 1.251,76 por mês, corrigidos pela inflação, ou R$ 201.441,42 de uma vez. A regra nasceu de um estudo de William Bengen, de 1994, com dados históricos de ações e títulos dos Estados Unidos e horizontes de cerca de 30 anos — não é uma lei nem uma garantia. No Brasil, o imposto de renda sobre os rendimentos, a inflação medida pelo IPCA e a ordem em que os anos bons e ruins acontecem mudam a conta, e a regra não diz nada sobre quem vai viver mais de três décadas aposentado. Use o número como ordem de grandeza e compare com as outras duas estratégias da calculadora.

Fórmula W=12⋅R0,04=300⋅R

  1. Informe a renda mensal que quer sacar, em reais de hoje.
  2. Mantenha a estratégia "Regra dos 4%": o patrimônio necessário é 300 vezes essa renda.
  3. Informe idade atual, idade de aposentadoria, rentabilidade e inflação para ver o aporte.

Exemplo

Quero sacar R$ 3.000,00 por mês pela regra dos 4%, parando aos 55; tenho 30 anos e R$ 20.000,00 investidos.

  1. Gasto anual: R$ 3.000,00 × 12. Meta: 25 vezes isso = R$ 900.000,00.
  2. Com juro real de 5,77% ao ano por 25 anos, o aporte que completa a meta é R$ 1.251,76 por mês.

R$ 900.000,00 de meta: R$ 1.251,76 por mês ou R$ 201.441,42 hoje.

Erros comuns

  • Tratar os 4% como garantia: é uma heurística com dados dos EUA, não um direito nem um produto.
  • Ignorar o imposto de renda: o saque de 4% precisa sair de um rendimento LÍQUIDO.

Como funciona o cálculo

Fontes e revisão

Revisado por Pedro Cunha, Especialista em Investimentos certificado CEA (ANBIMA).

Simulação educativa com as premissas informadas; não é recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

Perguntas frequentes

A regra dos 4% funciona no Brasil?

Serve como ponto de partida, não como garantia. Ela veio de um estudo de William Bengen, de 1994, com dados de ações e títulos dos Estados Unidos e horizontes de cerca de 30 anos. No Brasil, três coisas mudam a conta: o imposto de renda sobre os rendimentos, a inflação medida pelo IPCA e o risco de sequência — anos ruins logo no começo da aposentadoria derrubam o patrimônio justamente quando os saques começam. Ninguém garante que a mesma taxa de saque funcione aqui.

Por que 25 vezes o gasto anual?

Porque 25 × 4% = 100%: sacar 4% ao ano de um patrimônio 25 vezes maior que o gasto anual paga exatamente esse gasto. Em meses, são 300 vezes a renda mensal — para R$ 5.000,00 por mês, R$ 1.500.000,00.